Criei este blog para que minhas reflexões acerca do xadrez não fiquem apenas no mundo das ideias. Assim sendo, irei relatar minhas experiências, publicar meus textos, minhas opiniões e tudo mais que me vier à cabeça e que seja relacionado a essa Grande Arte.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Matéria de Xadrez no Jornal Opa!
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Copa Unisinos - Campeão!
Dessa vez tive duas partidas bastante difíceis contra dois catarinenses. Na segunda rodada enfrentei Claudionor Pirola (2101 FIDE) e na terceira o MF Alfeu Bueno (2294 FIDE) que havia, uma semana antes, se sagrado campeão do fortíssimo Torneio Aberto do Brasil em Campos Novos/SC. Com Claudionor joguei a super aguda Botwinnik que fazia muito tempo que não jogava. Me surpreendi quando em casa constatei que até o meu lance 20. Dg4+ o livro de aberturas do fritz acompanhava. Acredito que esse seja um bom sinal de evolução conceitual, pois achei todos os lances no tabuleiro analisando a posição e não por memória - o mesmo já havia acontecido na partida contra o Rodrigo Borges em que puni severamente os erros de abertura de meu adversário.

Contra o MF Alfeu ocorreu a mesma variante da partida do Maico analisada no post anterior, portanto eu estava com as ideias bastante frescas na cabeça e pude jogar com energia suficiente para garantir a vitória, depois de ter saído muito bem da abertura.

Destaque especial também para o xadrez feminino que teve partidas muito boas, com as 5 meninas demostrando um bom nível de xadrez com excelentes possibilidades de evolução. Dessa vez minha namorada Kétina não foi no torneio somente para me acompanhar, mas também para jogar. E para quem aprendeu a jogar somente ouvindo meus monólogos sobre xadrez e pratica muito pouco, ela foi muito bem em suas partidas.
http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias/alunos-da-ufrgs-conquistam-medalhas-na-xxiv-copa-unisinos
Informações completas e demais fotos:
Xadrez Gaúcho
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Jogos Regionais de Santa Catarina em Xaxim - Ouro!
E dessa vez estive jogando, de 23 a 27 de setembro, a etapa regional dos Jogos Abertos de Santa Catarina em Xaxim pela linda cidade de Itá que fica na região oeste de Santa Catarina fronteiriça com o Rio Grande do Sul, a beira do rio Uruguai. Voltando o olhar para as belas paisagens que o rio e a vegetação que o circunda nos proporciona é possível no longe ter uma visão que a primeira vista parece apocalíptica: uma igreja emersa nas águas, ostentando com orgulho suas duas torres.

E foi por essa linda cidade que nossa Equipe foi campeã e se classificou com louvor para jogar a estapa estadual do JASC que ocorrerá em novembro em Cricíuma. Diogo Luiz de Oliveira, Maico Rodrigo Cesco, Eider Cruz, Renato Vailon e Ernesto Damo foram os guerreiros da conquista inédita para a cidade, superando a tradicional Equipe de Chapecó.
Para se ter uma idéia até mesmo o Prefeito da cidade fez questão de participar da comemoração:
Itá, setembro 2010
http://esportecomjorgeroberto.blogspot.com/2011/09/time-estreante-no-xadrez-consegue-vaga.html
http://www.radiobelosmontes.com.br/noticias.php?tipo=leitura&idnot=8957
Gostaria de dizer que fazia muitos anos que eu não jogava xadrez em campeonatos. Fazia uns 4 ou 5 anos que não competia e por isso desculpem os erros pois não coloquei pra analisar no fritz.
Eider, é um grande prazer estar no seu blog e também foi ótimo ter conhecido você! Tudo de bom pra ti, você é um jogador muito técnico e tenho certeza que tem um futuro brilhante. Vamos ao que interessa!
1.e4 c5 2.Nc3 Depois de muito tempo sem jogar eu queria uma partida mais animada do que um siciliana fechada poderia prometer, mas eu estava errado e em breve meu adversário começaria um ataque a baioneta. 2...d6 3.f4 e6 4.Nf3 Nf6 5.Bb5+ Sinceramente, de negras sempre gostei quando optam por essa continuação, me sinto bem pegando logo de cara o par de bispos!
5...Nbd7 6.d3 Be7 7.0–0 a6 8.Bxd7+ Nxd7 [8...Bxd7 9.e5 Nd5 10.Ne4 Na hora vi isso e me pareceu que as brancas tomam a iniciativa e ficam bem colocadas! Teria que dar uma olhadinha no fritz.] 9.a4 b6 10.Qe1 0–0 Conceitualmente achei estranho, mas... vamo ver... 11.g4 [11.Qg3 Bb7= Era o que eu conhecia já a muitos anos, um planinho bem tradicional.] 11...Bb7³ 12.Qg3 Qc7 Então veio a definição do seu ataque, passei muito tempo analisando e cheguei a conclusão que a ameaça será g5 seguido de f6 com problemas sérios. Assim baseei minha variante na defesa do avanço f6. 13.f5
exf5 14.gxf5 f6 Profilático [14...Bf6 Analisando mais tarde com o Fritz, Eider e Diogo percebemos que Bf6 não deve ser descartado, mas o final da variante não é promissor para as pretas e com o lance que joguei para que as pretas conservem maior contra-jogo.15.Kh1] 15.Rf2 Rf7 Prevenir Bh6. 16.Rg2 Ne5!? 17.Nh4 Rd8 18.Nd5!?
Recupera o par de Bispos. Pretende fechar o centro e enfiar o ataque na ala do Rei, se não der certo e a posição abrir ainda conserva peças menores diferentes! 18...Bxd5 19.exd5 Bf8 20.c4 Qd7! Achei ótimo, deixa tanto f4 como a4 sob pressão. Faz com que as brancas tenham que ficar sempre se preoc upando com estes pontos, além do que prepara a ruptura libertadora b5. 21.Bf4 Ra8 22.b3 Ra7 23.Kh1 b5!O lance libertador! 24.Ng6 Veio para o sacrifício. [24.Rga2!? Merece algumas análises 24...bxc4 25.dxc4=]
24...bxc4 [Não 24...hxg6 25.fxg6 Nxg6 (25...Re7 26.Qh4 Com mate!) 26.Qxg6 bxa4 A posição não me pareceu clara! 27.bxa4² ; 24...Qxf5 25.Nxf8 Kxf8 Também pareceu muito bom!] 25.dxc4 Qxf5!³ [Me pareceu inferior: 25...hxg6 26.fxg6 Nxg6 27.Qxg6±] 26.Nh4 Único. 26...Qc8 27.Rf1 Rab7 28.Rgf2 Qg4! Trocar as peças e entrar no final mellhor! 29.Bxe5 Qe4+ 30.Rf3 fxe5 31.Kg1 Rxf3 32.Rxf3 Rf7 [32...Qd4+ 33.Kh1 Qd1+ 34.Kg2 Qc2+ 35.Kg1µ] 33.Rxf7 Kxf7 34.Qh3 Quando analise 28... Dg4 até aqui minha ideia na hora tinha sido responder Dh3 com algum lance que sinceramente não me recordo agora, mas mudei e joguei a continuação que analisei.
34...Qe1+ 35.Kg2 Qd2+! 36.Kh1 Qc1+! 37.Kg2 Qg5+ 38.Kh1 Qf6 Assim com essa linda manobra de dama todos os meus problemas parecem estar sanados! 39.Nf5 Kg8 Não queria jogar este, mas não achei outro melhor! 40.Ne3 g6 41.Ng4 Qf5–+ 42.Kg2 h5 43.Nf2 Qxh3+ 44.Nxh3 Be7 45.Kf3 [45.Nf2 g5µ] 45...Kf7 Relâmpago! 46.Ke4 Bh4 47.Ng1 Kf6 48.Nf3 Bf2 49.h3 [49.Kd3 Kf5 50.Nd2 Bh4µ] 49...a5 [49...g5 50.Nh2–+] 50.Nh2 [50.Kd3!?µ] 50...Bg3–+ 51.Nf3 g5 52.Ng1 [52.Nd2 Be1 53.Nf3 Bf2–+] 52...g4 [52...h4 53.Ne2–+] 53.Ne2 Não lembro a sequência mas seguiu até a coroação![53.hxg4 hxg4 54.Ne2 Bf2–+] 0–1
PGN
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Eider Cruz x Rodrigo Borges - Final Circuito Oncosinos de Xadrez Clássico
7.g4! e5
8.Cf5 g6 9.g5 gxf5 10.exf5 A única partida que eu conhecia nessa variante era Judit Polgar x Anand jogada em 1999. Tive contato com ela em 2003 através de uma revista francesa “Europe Echecs” que meu amigo de Canoas, Daniel ramos, havia me emprestado.
10...d5 Se as negras resolvem manter a peça de vantagem com, por exemplo, Cfd7, então Dh5 seguido de roque maior e g6 é praticamente decisivo. É importante notar também a dificuldade de desenvolvimento das peças negras que ficam se batendo nas linhas de trás, enquanto as peças brancas entram facilmente em jogo, controlando a casa d5 e com ataque imparável mediante os peões de f5 e g6, visto que o rei negro além de tudo encontra-se no centro.
11.Df3 d4 12.0–0–0 Dc7?! Esse é o primeiro deslize das pretas. 12. ... Cbd7 era melhor, já que além de se livrar da cravada, desenvolve uma peça de sua ala da dama estagnada. Poderia seguir por exemplo: 13. Bd2 dxc3 14. Bxc3 Bg7 15. Tg1 0–0 16. gxf6 Dxf6 - Como aconteceu na partida acima citada. 13.Bxd4 exd4 14.gxf6
Bh6+? Nessa posição há muitas possibilidades e variantes intrincadas a serem analisadas, mas com certeza Bh6+ não foi o melhor lance. Embora pareça que as negras conseguem mais uma casa para seu rei em f8, ela é muito desconfortável. Há duas variantes principais aqui. A primeira se inicia com 14. dxc3 e a segunda com 14. Cc6. A primeira elimina de cara o cavalo que poderia ficar assustador em d5, mas abre mais uma coluna na cara de seu próprio rei. O interessante é que, com o bispo resguardado em f8, é possível depois do xeque de dama branco na coluna "e", devolver a peça com Be7 e não com Be6. Mesmo assim, com jogo devidamente enérgico do branco, as pretas não parecem ter chances de conservar esperança. A segunda, embora permite o pleno controle da casa d5 pelo cavalo branco, tem a virtude de desenvolver a esse preço as peças da ala da dama afim de achar um porto seguro para o rei. Por exemplo, 14. Cc6 Cd5 15. Dd6 Bg2 16. Bd7 The1+ 17. Rd8.
15.Rb1 dxc3 O grande problema do preto aqui é que seu rei se encontra irremediavelmente trampado no centro e as brancas, embora com duas peças a menos, usam ao máximo o potencial das que lhe restam. 16.De4+ Rf8 17.Db4+ Re8 18.Bb5+ Não é sempre que se tem a oportunidade de se fazer um lance como esse. Sacrifica-se o bispo para a outra torre entrar rasgando nas colunas centrais. 18...axb5 19.The1+ Be6 20.fxe6 Cc6 21.Dh4 As brancas estão com duas peças a menos fenotipamente, mas geneticamente falando estão com duas qualidades a mais.
21...Bd2?! Não é fácil colocar um ponto de interrogação inteiro nessa lance, visto que maneira de salvar a partida é através de uma linha de sacrifício de dama. Embora seja bem difícil poder avaliá-la de forma correta durante a partida, o MF Luiz Ney foi um dos que a sugeriram no Post Mortem. 21. ... Df4 22. Dh5 Dxf6 23. exf7 Rf8 24. Te8+ Rg7 25. Tg1 Dg6 26. Txg6+ hxg6 27. De2 e agora as negras jogam 27. ... Td8 seguido de Tf8 e uma nova fase de manobras se iniciaria na partida com boa vantagem para as brancas, enquanto as negras continuariam sua árdua defesa 22.exf7+ Rxf7 23.Dh5+ Rxf6 24.Txd2 cxd2 25.Df3+ Rg5 26.Tg1+ 1–0
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
O conceito Medo no Xadrez
E nós, enxadristas comprometidos com a causa de Caissa, seguidamente nos vemos ludibriados por uma ameaça que não é objetivamente tão forte, apesar da aparência, e deixamos nossa posição colapsar com lances defensivos e profiláticos, ao invés de iniciar aquele tão querido contra-ataque que poderia ter sido e não foi. Mera questão de conceito? Talvez. Mas eu diria mais: questão de sentimento, emoção, medo – e no xadrez não existe conceito mais importante do que controlar esses aspectos inerentes em qualquer posição, desde o simples primeiro lance da partida.
Jogam as pretas e seguram a posição.
Na posição acima, tirada da partida entre Baadur Jobava da Georgia e Namig Guliyev do Azerbaijão, jogada na Copa do Mundo de Xadrez que aconteceu em Khanty-Mansiysk na Russia no mês de Setembro desse ano, percebe-se que as peças brancas estão assustadoramente colocadas na vizinhança do rei preto. O pobre monarca encontra-se encurralado em h8, com colunas abertas, diagonais e patadas de cavalo atingindo sem piedade o que outrora fora a fortaleza que o protegia. Assusta e assusta muito. Qualquer um poderia nessa posição perder a cabeça e fazer justamente aquele lance defensivo que perde. Foi o que aconteceu com Guliyev que teve que abandonar rapidamente. Vejamos como ele continuou a partida:
1. ... Dc7 2. Txf7 Tf8 3. Taf1 Txf7 4. Txf7 Tf8 e agora nessa posição as brancas tem mate forçado em 4 lances. Desafio o leitor a encontrá-lo.
Brancas jogam e dão mate em 4 lances.
Mas vejamos por outro lado esse intrigante ataque: as virtudes de uma posição não são vistas e são deixadas de lado porque o sentimento de medo que as ameaças impelem nos impede de vê-las. Afinal, o cavalo preto em d4 e o bispo em e5 estão muito bem colocados e, apesar da posição exposta do rei, o centro é controlado harmoniosamente pelas peças e peões pretos. Um conceito muito importante aparece latente nesse momento: se uma ataque em uma das alas se avizinha, mantenha-se de olho atento para o centro, é lá que vai acontecer a verdadeira batalha. Por isso que um ataque em uma das alas só vai ter reais chances de ser vencedor, salve as exceções, se o centro estiver estabilizado. Por que então o branco teve sucesso nessa partida? Porque, a tática, que é o cão de guarda da estratégia, do xadrez posicional, esteve dormindo enquanto soldados inimigos saqueavam o palácio real.
Vejamos como seria possível uma defesa satisfatória, a partir do primeiro diagrama:1. ... Tg8 2. Txf7 De8 3. Taf1 essa é a parte crítica em que dentre inúmeras possibilidades de defesa, as negras terão que escolher qual, em seu ponto de vista, é a mais promissora 3. ... h6 4. Cd5 exd5 5. Td7 Ce2 + 6. Rf2 Bc8 7. Bf6+ Bxf6 8. Th7 Rxh7 9. Cxf6+ Rh8 10. Dxg8 Dxg8 11. Cxg8 Rxg8 12. Rxe2 – e não há dúvidas de que o pior já passou.
4. ... Cc6 com ameaça de Bd4+ seguido de Cce5 e as peças pretas ficam ainda melhores colocadas.
Estive em situação análoga na última rodada da Semifinal do Campeonato Brasileiro em 2010. Na ocasião eu enfrentava de pretas o MF Frederico Matsuura (Irmão do famoso GM Brasileiro Everaldo Matsuura). A seguinte posição foi alcançada:

Por incrível que pareça eu me sentia mal nessa posição – olhando agora de longe nem mesmo eu consigo entender por que a eminência do ataque branco me cegou tanto os olhos. Na entrevista que eu dei para o Guiga, pouco depois da semifinal, eu falei da seguinte maneira a respeito dessa partida:
“Na última e decisiva rodada, eu tinha a chance, caso vencesse, de ficar entre os primeiros colocados da competição com 5 pontos. Joguei contra o MF F.M e superestimei a posição do meu adversário, fazendo lances defensivos muito fracos, ao invés de pensar no contra-ataque pelo centro e explorar minha maioria na ala da dama. Matsuura se aproveitou da oportunidade e entrou com todas as peças na minha ala do rei e eu tive que abandonar, após algumas especulações.”
A partir da posição mostrada, a partida seguiu da seguinte maneira: 1. ... Te8? Fraquíssimo. A torre não faz nada em e8 – a minha única ideia nesse lance era liberar a casa f8 para que uma peça viesse defender minha ala do rei. O avanço do peão “f” do meu adversário me dava calafrios. Ao invés disso, um plano muito simples era possível: 1. ... Bc6 seguido de Ta8, tomando posse da coluna. O que me fez rechaçar de pronto essa possibilidade foi a seguinte variante: 2. Ch4 Ta8 3. Dg4 – a chegada de tantas peças na vizinhança do meu rei, além do possível avanço do peão “f” foram as razões dos meus subsequentes erros. Eu não consegui enxergar que minhas peças bem articuladas no centro eram suficientes para a defesa e inclusive para pensar na vitória. Depois de 3. ... Rf8 o ataque das brancas é estancado porque o avanço do peão “f” é impossível, pois nesse caso o bispo de e3 ficaria indefeso. 4. Dh5 Db7 e agora que mais o branco pode fazer além de especular com 5. Cg5 C(d7)b6?
2. Ch4 Be7 3. Dg4 Rh8 4. Dh5 Rg8 5. Bxh6 gxh6 6. Dxh6 Bf8 7. Dg5+ Bg7 8. Cd6 Te7 O ataque, apesar do erro, foi parado graças à boa colocação das peças pretas e o domínio do centro. Mas nesse tipo de posição são os nervos que mandam e a dificuldade é que é preciso sempre se fazer os melhores lances, caso contrário o ataque branco volta a ser muito perigoso.
9. Ta1 Bc6 10. Cf3 Cf8 Outro lance estritamente defensivo em um momento que não era necessário. Era possível 10. ... Dc7 e em algumas linhas até f6 pode ser jogado. 11. h4 11. Cc8 era bom. Eu não me preocupei com isso pois na minha concepção trocaria uma torre passiva por um cavalo bastante ativo. Mas no final das contas o final que se apresenta é bastante favorável às brancas. 11. ....Ta7 12. Tb1 Aqui as pretas tomam a iniciativa. O fato é que durante a partida as avaliações são muito obscuras e dificilmente se tem certeza para onde a correnteza vai nos levar. 12 ... Cd3? Uma pena, a seguinte variante daria excelente perspectivas para as pretas: 13. ... Bxe4 14 Bxe4 Ch7 15. Dg3 Rf8 e a maioria preta se prepara para avançar. 13. Dg4 Bxe4 14. Cxe4 Rh8? O erro decisivo. Com 14. ... Ch7 o ataque branco é parado e as vantagens da posição preta aos poucos iriam se fazer sentir. Se 14. Cf6+ as negras simplesmente retiram seu rei para h8. 15. Dh5+ Rg8 16. Cf6+ Bxf6 17. exf6 1-0
Portanto, olho atento para que nossas decisões não sejam influenciadas por fatores psicológicos. Embora seja claro que elas sempre serão, com certeza se tivermos mais atenção a esse fator tão importante do xadrez, menos erros cometeremos e os resultados positivos aumentarão consideravelmente.
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