Criei este blog para que minhas reflexões acerca do xadrez não fiquem apenas no mundo das ideias. Assim sendo, irei relatar minhas experiências, publicar meus textos, minhas opiniões e tudo mais que me vier à cabeça e que seja relacionado a essa Grande Arte.
sábado, 27 de novembro de 2010
Torneio Aberto da AABB - Vice-campeão!
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Torneio Aberto Cidade de Dois Irmãos - Campeão!




sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Semifinal do Campeonato Brasileiro Absoluto

segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Circuito Pensado MXC - 4º lugar e Semifinal Brasileiro de Xadrez

quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Estadual Universitário - 3° Lugar

Nessa partida eu joguei numa posição restringida o tempo todo, sempre na ânsia de me libertar. Nesse momento em que a partida se dirigia ao seu final, cometi um erro crucial que me levou rapidamente à derrota. Muito graças a essa minha ansiedade pela liberdade e também ao tempo no relógio que começava a ficar escasso. O lance que joguei foi b5?? e após Cd6 as negras ficam com uma posição ainda mais desesperadora. No entanto, na posição acima mostrada, Cf6 parece ser uma possibilidade melhor para as negras.
Rodrigo Borges x Eider Cruz

Se eu vencesse essa partida, ficaríamos eu, Gazzola e Borges com os mesmo 5 pontos. Infelizmente não foi o que aconteceu. Apesar de nessa posição eu contar com boa vantagem, após 1. b3 Cb2 2. Ce4 Cxd1 3. Txd1 b4 4. g5. No entanto, as coisas não estão assim tão fáceis ainda e é necessário parar o contra-ataque branco na ala do rei. Acabei desarticulando minhas peças com lances tais como Cb6. Rodrigo Borges aproveitou muito bem a oportunidade e o ataque acabou por ser irresistível.
No final das contas a equipe da UFRGS se sagrou campeã mais uma vez por ter somado maior número de pontos e levamos o caneco pra casa.

Mais informações:
Xadrez Gaúcho
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
6º lugar - IV cultura Open
Ao fundo, o campeão do Torneio Vitor Hugo Ferreira de pretas x Leonardo Pereira
Jogamos uma Holandesa muito interessante na qual eu me senti muito bem a maior parte do tempo por acreditar que minha vantagem em espaço na ala da dama logo me daria bons fruto. No entanto, acabei simplificando demais e entramos num final final bastante complicado. Num dado momento chegamos a seguinte posição:
terça-feira, 3 de agosto de 2010
IV Cultura Open!
É com imensa satisfação que convido a todos para participar do IV cultura open. Um torneio que já faz parte da a agenda dos enxadristas gaúchos e tem a presença garantida da maioria dos jogadores mais fortes da região metropolitana de Porto Alegre. Isso devido ao ambiente para os jogos e o alto nível de organização do torneio, além de ser um lugar excelente para a difusão da prática do xadrez.
Eis o folder:
DATA: 14 de Agosto 2010
LOCAL: Livraria Cultura - Bourboun Country - Porto Alegre - Loja 302 Av. Túlio de Rose, 80
EMPARCEIRAMENTO: Sistema suíço de emparceiramento em 7 rodadas.
REFLEXÃO: 15min KO
CRITÉRIOS DE DESEMPATE: Milésimos medianos, Milésimos totais, Berger, Escore progressivo, Número de Vitórias
ARBITRAGEM: AR Marcelo Konrath
PREMIAÇÃO:
Campeão: Troféu + Vale-presente no valor de R$ 250,00
2º lugar: Troféu + Vale-presente no valor de R$ 200,00
3º lugar: Troféu + Vale-presente no valor de R$ 100,00
4º a 10 lugar: Camiseta + Medalha
Categorias:
Sub 12: 1º : Camiseta + Medalha, 2º: Medalha e 3º: Medalha
Sub 18: 1º : Camiseta + Medalha, 2º: Medalha e 3º: Medalha
Veteranos (>50 anos): 1º : Camiseta + Medalha, 2º: Medalha e 3º: Medalha
Feminino 1ª : Camiseta IXC + Anuidade IXC
Premiação não acumulativa.
- Anuidades do IXC - www.ixc.com.br
- Livros de Xadrez
- Camisetas do evento
INSCRIÇÕES:
a partir do dia 07.08.2010
- no e-mail: eventos.xadrez@gmail.com
- limitadas a 70 enxadristas (após as 70 primeiras inscrições, será aberta uma lista de espera)
- trazer 2 kg de alimentos não perecíveis por participante para doação à entidades carentes
Informações necessárias para inscrição:
• Nome completo
• Data Nascimento
• Cidade
• Telefone
• Rating CBX / FIDE (se houver)
MATERIAL OBRIGATÓRIO!
Os enxadristas deverão trazer peças e relógio de Xadrez.
PROGRAMAÇÃO:
14 de Agosto - A Livraria Cultura abre suas portas às 10h da manhã
Início da confirmação das inscrições - 13h
1a rodada - 14h
2a rodada - 14h40
3a rodada - 15h20
4a rodada - 16h00
5a rodada - 16h40
6a rodada - 17h20
7a rodada - 18h00
Sorteios de brindes - 19h
Premiação e encerramento - 19h20
Exposição de Xadrez Gigante na frente da Livraria Cultura, local do Torneio.
Peças gigantes de xadrez feitas pela técnica de Papietagem com material reciclável.
ONG Embrião de Alvorada.
MAIORES INFORMAÇÕES:
- no e-mail: eventos.xadrez@gmail.com
- pelo telefone 51.3028.4033
PATROCÍNIO:
APOIO e ORGANIZAÇÃO: Livraria Cultura :: Internet Xadrez Clube
quinta-feira, 11 de março de 2010
GM Andrés Rodrigues x Eider Cruz - Festa da Uva
Enfrentar um Grande Mestre é sempre uma experiência que fica guardada na memória. Saber que o oponente possui o título mais alto do xadrez mundial e que muito provavelmente estará enxergando sempre um lance a sua frente, nos gera ao mesmo tempo um certo temor e orgulho por ter a oportunidade de enfrentar semelhante titã do xadrez internacional.
Com esses pensamentos um tanto turbulentos foi que iniciei minha partida contra o Andrés Rodrigues. Sabia que minhas possibilidades de obter um resultado positivo não eram muito grandes, embora, claro, eu sonhasse com uma vitória espetacular. Durante a partida eu fiquei somente esperando de que lado viria o golpe que me levaria a Knockout. No meu delírio, cheguei a imaginar até mesmo um golpe mortal que meu adversário pudesse realizar a qualquer momento com Cxf5 e colocar meu rei imediatamente em apuros. Mas eram só delírios, o GM Rodrigues escolheu caminhos muito mais seguros do que um sacríficio que poderia até mesmo colocá-lo em situação de risco.
Minhas possibilidades na partida eram muito boas, embora em cima do tabuleiro eu não as enxergasse muito bem, até porque eu imaginava que Rodrigues dominava por completo os fundamentos da posição e que, como já foi dito, estava sempre enxergando um lance na minha frente. Meus lances h5 e c5 foram jogados, acredito, mais em razão dessas considerações do que quaisquer outras. Ficou claro que esses lances tinham por objetivo mais atrapalhar os planos do meu adversário do que explorar os pontos fracos de sua posição, ativando melhor minhas próprias peças. Minha preocupação era de que as peças dele não jogassem e não de colocar as minhas peças em jogo. Triste conclusão que cheguei depois de refletir bastante sobre a partida: entrei no jogo perdido tanto tecnicamente quanto psicologicamente.
1.e4 c6 Aqui já tive que tomar minha primeira decisão. Siciliana ou Caro-Kann. Escolhi a segunda opção por ser mais sólida. 2.d4 d5 Fico sempre apreensivo para saber qual é o próximo lance que as brancas vão escolher. Existem muitas opções 3. exd5, 3. e5, 3. Cc3, 3. f3 ... e cada uma dessas opções leva para um tipo diferente de luta. 3.Cd2 dxe4 4.Cxe4 Bf5 5.Cg3 Bg6 6.Bc4 Sou mais acostumado a enfrentar 6. h4 h6 7. h5 Bh7 8. Bd3. O GM Rodrigues já começa a me levar por um caminho ao qual não tenho muita experiência.
10...Bf5 Um lance estranho, porém justificável psicologicamente e estrategicamente. Jogar 10. ... Bxd3 é praticamente entregar f5 numa bandeja para meu adversário, o que permitiria a ativação de suas peças e, acredite, um GM com peças ativas do outro lado do tabuleiro era o que eu menos queria nesse momento. Embora, após 11. Dxd3 c5 as negras tenham uma posição cômoda e podem desenvolver seu cavalo via c6. Por exemplo, 12. f5 Cc6 com forte pressão central. Com 10. ... Bf5 procurei evitar de vez o lance f5 e, ao mesmo tempo que controlar a coluna "e", ter um ponto forte para minhas peças em e4. O lado negativo desse lance é que ele cede o par de bispos e cria uma debilidade na minha estrutura de peões.
11.Cxf5 exf5 12.c4 0–0 13.b3 Visto que a diagonal c1–h6 está fechada, o bispo vai a procura de outra diagonal que lhe seja mais conveniente. 13...Te8 A torre instintivamente procura a coluna e dá de cara com um bispo bem em sua frente perturbando a sua atividade. Um reflexo do meu erro no oitavo lance. 14.Bb2 Estranhei a casa indefesa que fica em "e3" após o deslocamento do bispo. A coluna "e" parece que vai servir para meus interesses mesmo, e se a debilidade da casa e3 e o bom posto de e4 também estiverem do meu lado, então estarei definitivamente com uma boa posição. Mas vai me convencer disso em cima do tabuleiro! Sempre tive a impressão de que o GM Rodrigues estava seguindo um caminho preestabelecido e que via sempre um lance a minha frente.
14...Ca6 O cavalo se desenvolve por a6-c7 para evitar um futuro d5. 15.Cg3 g6 16.Df3 Já que f5 não foi possível, agora as brancas convergem sua atenção para d5. 16...Cb4 Fiz esse lance com o intuito de descoordenar un poquito as peças de meu forte adversário. Além disso, depois de 17. Bb1 as brancas terão que gastar mais dois tempos com a3 para expulsar meu cavalo e com a retirado do bispo da primeira fileira para novamente conectar as torres. Somando eu ganho um tempo. 17.Bb1 Bf8 Meu bispo sai da incomoda casa e7 para dar passagem à atividade da torre e procura uma diagonal em que será mais útil.
19...Bg7 20.dxc6 Dxc6 21.Dxc6 bxc6 22.Bc2 Depois dessa variante forçada, chegamos à uma posição crítica. Um simples erro de avaliação dos componentes estratégicos envolvidos na luta a partir daqui pode levar ao fracasso. E acredito que tenha sido isso o que me sucedeu. Avaliei erroneamente os elementos da luta e acabei por ser derrotado.

22...h5 Um lance fraco, mas que ainda mantém as pretas com vantagem. Teria sido melhor Cg4. O lance do texto tem a idéia de cutucar o cavalo que vigia as importantes casas e4 e e2 e ameaçar a entrada na sétima de minha torre. 23.Tfe1 Um lance simples e bom! A medida que se trocam as peças pesadas, aqueles aspectos do final anteriormente abordados passam a aumentar de valor.
24.Tad1 Txe1+ Trocando as peças pesadas eu dou uma ajuda para os planos do meu adversário. Era melhor 24. ... Cc7 que depois de 25. b4 Ce6 as negras não teriam nada a temer devido a boa coordenação de suas peças. 25.Txe1 Te8? E esse é outro erro grave. Trocando a última torre restante, todas as vantagens no final que as brancas possuem, embora não esteja ainda tão fácil de converter, acabam por se tornar decisivas. Ainda era preferível 25. ... Cc7. 26.Txe8+ Cxe8 27.Bxg7 Rxg7 28.Ce2 Cd6 29.Rf2 Cc7 30.Bd3 a5 31.Cc3 Veja como d5 e b5 podem ser facilmente exploradas pelas brancas.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Torneio da festa da uva - deu a lógica.
O torneio da Festa da uva consegue se superar a cada edição. Dessa vez promoveu o mais forte torneio dos últimos tempos no Brasil, com a presença de 290 enxadristas de diversas partes do Brasil e do mundo. Além do mais, pude comprovar que Ivanchuk é de carne osso, e não apenas uma inesgotável fonte de idéias para o xadrez. Ivanchuk mais parececia uma miragem no meio de tanta gente. Quando ele chegou no local dos jogos no início do torneio, todos o olhavam com assombro e espanto, estava ali diante de todos uma lenda viva, alguém que possui o ponto alto da mestria no xadrez, mas depois de um tempo foi até possível esbarrar com esse ser até a pouco intocável no banheiro ou no restaurante, por exemplo.


No final acabou dando a lógica. O Ucraniano venceu o torneio com 8 pontos, apesar de ter tomado um susto com sua derrota contra o Gigante Milos, seguido do invicto Sandro Mareco também com 8. A minha espectativa era de que ele fizesse 9 em 9, ou no máximo cedesse meio ponto a um dos seus fortes adversários. Mas Gilberto Milos, seis vezes campeão brasileiro, surpreendeu a todos, derrotando-o consistentemente e recebendo os aplausos do público ali presente. Até mesmo eu, que estava concentrado na minha partida contra o GM Andrés Rodrigues, mas acompanhando sempre a partida da primeira mesa pelo telão, não resisti e também aplaudi.

Foi uma grande experiência ter visto tantos Grandes Mestres juntos em ação. Pessoas que dedicam sua vida à arte do xadrez e que têm uma extraordinária compreensão das 64 casas do tabuleiro e das nuanças do xadrez competitivo de alto nível. Ninguém estava ali para perder, a derrota era a última opção. A auto-confiança daqueles Grandes Mestres e Mestres Internacionais que disputavam o título era aparente no olhar que lançavam para o tabuleiro. Realmente foi muito produtiva a experiência de ver tantos jogadores consagradamente fortes se enfrentando.
Não posso deixar de falar também do ídolo da minha infância enxadrística, Mequinho. Lembro que logo que comecei a jogar xadrez na sogipa, a professora que me ensinou a mexer as peça, que era sócia-atleta do clube, tirou um livro da biblioteca para mim, que se não me engano se tratava do primeiro campeonato brasileiro conquistado por Mequinho quando tinha apenas 13 anos. Me causou forte impressão suas partidas, principalmente a penúltima partida em que Olicio Gadia oferece empate para Mequinho e o guri na mesma hora sugere que o mestre abandone para logo depois demostrar como venceria a partida. Detalhe que Mequinho precisava só do empate pra ser campeão antecipado. Estava ali quem eu queria ser quando crescesse. Agora que cresci pude ter o prazer novamente de vê-lo jogar ao vivo e tirar uma foto ao lado dele.
Nos próximos dias volto com a análise de algumas partidas minhas, em especial a contra o GM Andrés Rodrigues em que pude jogar bem e entrar num final bonito no qual cometi alguns erros que Andrés estava esperando e, claro, perdi a partida.
Abraço a todos e até a próxima aventura!
sexta-feira, 5 de março de 2010
Super Heróis - Raul Seixas
Um Raulzito pra relaxar antes do torneio da festa da uva:
Quem é que no Brasil não reconhece o grande
trunfo do xadrez
Saí pela tangente disfarçando uma possível
estupidez
Corri para um cantinho pra dali sacar o lance de
mansinho
(adivinha quem era? Mequinho!)
